Terça feira a tarde

 
 Esses dias eu percebi o quanto a gente muda, de verdade mudamos muito, os nossos gostos, nossas prioridades, nossos defeitos, nossa aparência, nossa opinião. Somos uma metamorfose ambulante. Passamos boa parte da nossa vida olhando para os outros, o que eles fazem, ou deixam de fazer, pra onde eles vão, o que está diferente, como ele mudou... Já pensou que quem pode ter mudado é você? Isso não é um problema, é necessário.
  Por muito tempo, eu quis ter quinze anos, ser loira, pintar a unha de vermelho, depilar a perna, andar na rua sozinha, ah e ter muitos amigos. Parece uma lista fútil? Talvez seja mesmo, mas adivinha? Sim, ela mudou junto comigo. Eu cresci, não sou loira, pinto minha unha de vermelho, mas prefiro o azul, tenho preguiça de depilar a perna, tenho muitos colegas, mas sei que poucos são realmente amigos. Não culpo esses “amigos passageiros”, é assim mesmo, estamos sempre no The Voice, selecionando quem realmente vale a pena pra você, quem combina, quem você cansou, quem não gostava de você de verdade (a gente se engana também), quem mudou pra longe, quem errou e não vale a pena perdoar. A gente seleciona e é selecionado, um dia o jogo acaba para todos e o que resta são apenas as lembranças e músicas de uma terça feira a tarde.
 

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